A Escola das Nações é uma instituição de ensino internacional, credenciada pelo Cognia e referência entre as escolas nacionais e internacionais por seu comprometimento com a cidadania mundial e por ajudar a desenvolver, em cada aluno, notáveis qualidades acadêmicas, éticas e espirituais além de um claro entendimento de seu papel na construção de um mundo melhor.

Coeducacional e duolinguística, possui currículo acadêmico bilíngue rigoroso, que é complementado por princípios morais, serviço, esportes e artes. Prepara os alunos para a carreira com aulas em nível universitário, oferecendo diplomas brasileiro, americano e o AP Capstone. A Escola das Nações educa alunos para se tornar cidadãos do mundo baseada em padrões de excelência acadêmica, bilinguismo e ética com o objetivo de desenvolver sua capacidade de conhecer, amar e servir a humanidade.

  • A Escola das Nações educa alunos para se tornar cidadãos do mundo baseada em padrões de excelência acadêmica, bilinguismo e ética com o objetivo de desenvolver sua capacidade de conhecer, amar e servir a humanidade. Promove valores como Unicidade de Deus, Unicidade da Humanidade, Unicidade de Religião, Unidade na Diversidade, Eliminação de toda forma de preconceito, Igualdade de gênero, Nobreza essencial do ser humano, Investigação da verdade, Prestação de serviço à humanidade como propósito maior de vida.

    Devido a seus altos padrões e visão dos alunos como cidadãos do mundo, recebe estudantes de todos os países, inclusive filhos de diplomatas, com experiências escolares as mais distintas.

    Seu modelo de ensino integral segue o calendário de aulas e carga horária internacional, cultivando uma cultura de aprendizagem transformacional que apoia os alunos para que se tornem cidadãos do mundo conscientes, compassivos e capazes. De acordo com esse amplo objetivo, a Escola estimula quatro dimensões do desenvolvimento humano:

    O Acadêmico, que auxilia os alunos a desenvolver capacidades para Engajar-se em pensamento crítico, reflexivo e criativo; Dominar o conteúdo acadêmico e aplicá-lo em problemas reais e projetos; Pesquisar e resolver problemas; Apreciar as artes.

    A Ação Moral Transformadora que auxilia os alunos a desenvolver capacidades para a Transformação pessoal; Transformação interpessoal; Transformação social; Construção de valores morais e éticos; Serviço aos outros; Colaboração para construção de comunidades.

    O Bem-Estar Integral, que auxilia os alunos a a se tornarem Social e emocionalmente conscientes; Fisicamente saudáveis e aptos; Autônomos e autorregulados; Organizados; Orientados e responsáveis em relação aos objetivos.

    E

    A Cidadania Global, que auxilia os alunos a desenvolver capacidades para a Comunicar-se eficazmente; Compreender e abraçar a diversidade; Cuidar da terra; Serem agentes de mudanças positivas; Usar fluente, eficaz e eticamente a tecnologia.

    Diante de tamanha expectativa e com um programa de necessidades complexo, que envolvia a construção em etapas, realizadas no período de férias, e outras com a escola em funcionamento, a responsabilidade do projeto foi muito grande. Além disso, a escola oferece dentro da educação básica, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, ou seja, o público usuário dos espaços tem idades entre 3 até 18 anos, em tempo integral.

    Também havia a intenção de reforçar a escola com um ambiente culturalmente e socialmente muito forte e poderoso. Houve um processo participativo desde a intenção de se ampliar e reformar a escola, que envolveu alunos, pais, docentes, funcionários e mesmo a vizinhança.

    A experiência como professor da disciplina de projeto de arquitetura escolar, garantiu as bases conceituais necessárias para o perfeito entendimento das diretrizes e o necessário comprometimento para que esse trabalho alcançasse o sucesso.

    Toda edificação é importante, seja ela uma residência, um hospital, um edifício corporativo, uma escola. Mas queira ou não, a escola tem um papel muito importante na formação dos indivíduos, da comunidade, da cultura. Crianças e jovens são obrigados por lei a frequentar as escolas, mas, na maior parte das vezes, não são eles que escolhem onde e qual escola frequentarão. Não seria perfeito se todas elas oferecessem os melhores espaços, as melhores condições de conforto, de segurança, de confiabilidade, de qualidade, de respeito ambiental, dentre outras características?

    A edificação escolar é o espaço físico onde se materializa toda a educação e, muitas vezes, fica em segundo plano na avaliação e na escolha de uma escola para os filhos, por exemplo. Contudo, deveria estar entre os protagonistas dessa escolha.

    Citando Rubem Alves:

    Sobre a estrutura espacial da escola – a organização espacial das escolas (assim como qualquer espaço social) tem levado a determinadas formas de agrupamento em seu interior, seja de alunos, seja de professores, que mais dificultam do que favorecem uma ação comunicativa construtiva. Assim, põe-se uma questão de fundo: qual a finalidade dessa organização? Será que esse espaço escolar, da forma como usualmente tem sido organizado, promove um agrupamento dos alunos favorável à dinamização das ações pedagógicas? Ao convívio com a comunidade? À reflexão dos professores? Existiriam outros modos de estruturar o espaço da escola que possibilitassem a interação das crianças e adolescentes em conformidade com suas fases de socialização?

    Fonte: Folha de São Paulo (2003).

    No caso da Escola das Nações, o projeto de arquitetura foi se materializando por meio de ondas ou etapas sucessivas de amadurecimento, desenvolvimento e aprofundamento, portanto, um processo social, intelectual, técnico e criativo. Assim, no caso das edificações escolares, a complexidade dos projetos não está na edificação em si, mas nos resultados esperados entre a qualidade do espaço físico e o desempenho acadêmico.

    Sem descuidar das questões relacionadas à identidade, segurança, desempenho térmico, desempenho acústico, iluminação, funcionalidade, flexibilidade, acessibilidade, conforto, durabilidade, manutenção além da adequação ambiental, ou seja, a sustentabilidade propriamente dita.

    Podemos dizer que a abordagem deu oportunidade ao usuário de participar e expressar de forma mais clara, e por meio de exemplos, suas necessidades subjetivas. Coloca novamente o ser humano como o centro da questão na arquitetura, o que é uma tendência que tem ganhado força, principalmente com novas abordagens da neurociência, em direção a uma neuroarquitetura.

    Assim, nossa reflexão ou questionamento passou a ser: de que forma podemos tornar as escolas mais convidativas, com espaços que promovam a interação social e explorem essa possibilidade como forma de processo de aprendizagem? Essa pergunta pode estar na mente dos nossos clientes, dos professores, dos pais, dos alunos, dos funcionários dos estabelecimentos de ensino.

    É uma sala aberta ou fechada? Há vista para a natureza? Boa iluminação e ventilação natural? Acusticamente adequada? É acolhedora, agradável? É flexível, permite arranjos de layout personalizados de acordo com dinâmicas diferentes? É confortável, proporciona sensação de segurança e individualidade? Facilita as diversas formas de aprendizado? É um espaço humanizado ou reforça uma relação rígida de hierarquia professo x aluno? Dentre as respostas possíveis, sem dúvida nenhuma percebemos que o espaço ou o ambiente tem papel fundamental no comportamento dos alunos.

    E dentre os espaços, podemos considerar a sala de aula como o principal deles. s mais recentes metodologias de ensino demonstram que os ambientes de aprendizagem vão muito além do formato tradicional.

    Os espaços da sala de aula devem ser flexíveis e possibilitar a maior variedade possível de configurações. Há pelo menos 20 modalidades de aprendizado:

    • Estudo independente.

    • » Grupos de trabalho supervisionados.

    • » Trabalho em equipe.

    • » Aprendizado individual 1 para 1 (aluno – professor).

    • » Palestras, apresentações orientadas pelo professor.

    • » Aprendizado por meio de projetos temáticos.

    • » Utilização de tecnologia móvel (notebooks, tablets, celulares).

    • » Ensino a distância.

    • » Pesquisa na Internet.

    • Apresentações realizadas pelos alunos.

    • » Aprendizado por meio de representações (teatro, música, encenação).

    • » Ensino por meio seminários.

    • » Aprendizado interdisciplinar.

    • » Aprendizado observando a natureza.

    • » Aprendizado social/emocional/espiritual.

    • » Ensino por meio da arte.

    • » Ensino por meio de histórias (contar histórias).

    • » Ensino/aprendizagem em grupo.

    • » Aprendizagem por meio de brincadeiras.

    A lista não se esgota, de modo que podemos acrescentar workshops, inversão do papel aluno x professor, serviço comunitário, participação em competições, olimpíadas de ensino, dentre outras. Notem que, para atender às diversas modalidades de ensino e aprendizagem, o espaço da sala de aula deve ser flexível, bem como extensível ao restante da escola, não estando limitando somente ao ambiente físico da sala de aula em si.

    Consolidando as questões e informações destacadas, o projeto contemplou uma série de espaços que contribuíram para solucionar as principais definições de projeto de edificações de ensino, envolvendo as necessidades, os conceitos e as tendências de projetos de arquitetura para as es colas do século XXI:

    1. Principais espaços de aprendizagem – Salas de aula, ambientes de estudos (estúdios), ambientes de orientação, pequenos grupos de estudos e aprendizagem.

    2. Entrada convidativa. A “casa” como modelo de projeto para a escola.

    3. Espaço para exposição de trabalhos dos alunos.

    4. Espaço individual e pessoal para armazenamento.

    5. Laboratórios de ciências, sala de artes, sala de atividades voltadas para o dia a dia.

    6. Música, artes, performances, apresentações.

    7. Saúde e atividades físicas.

    8. Espaços informais de alimentação.

    9. Transparência e supervisão/monitoramento passivo.

    10. Vistas para o exterior e para o interior. Biofilia.

    11. Tecnologia e infraestrutura tecnológica distribuída.

    12. Conexão entre espaços internos e externos.

    13. Mobiliário macio e confortável para sentar.

    14. Flexibilidade, adaptabilidade e variedade de espaços.

    15. Espaço em volta da “fogueira de acampamento”.

    16. Espaço em volta da “fonte de água”.

    17. Espaço do “esconderijo”.

    18. Projeto para múltiplas inteligências.

    19. Iluminação natural e energia solar.

    20. Ventilação natural.

    21. Luz, cor e aprendizado.

    22. Elementos de sustentabilidade e edificações como fonte de ensinamento.

    23. Assinatura (marco referencial) local.

    24. Conexão com a comunidade.

    25. Banheiros escolares parecidos com banheiros residenciais.

    26. Professores como profissionais.

    27. Recursos de aprendizagem compartilhados.

    28. Segurança.

    29. O pátio, a implantação da escola e a adequação dos espaços livres.

    30. Incorporação da quadra de esportes no volume da edificação.

    31. Fechamento da área.

    32. Integração externa entre os espaços.

    33. Dimensionamento dos aspectos funcionais.

    34. Conforto acústico.

    35. Acessibilidade.

    36. Controle de acesso.

    37. Junção de todos os padrões (síntese).

    A coerência e alinhamento da arquitetura com os valores da Escola e comunidade, garantiram o sucesso do projeto.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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