[ Tudo na arquitetura são fluxos e conexões ]

01

bacen RS

O projeto teve como objetivo cumprir com as determinações do Banco Central para a sua sede em Porto Alegre – RS, atendendo ao programa de necessidades, exigências de segurança e condições específicas e legislação local. O partido arquitetônico proposto tem como referência principal o projeto elaborado para a sede do Banco em Salvador – BA, propondo algumas modificações que buscam simplificar a edificação, como por exemplo a eliminação da torre de escritórios e a distribuição da área administrativa em um único andar, mas mantendo a distinção clara entre as áreas públicas, privativas e restritas, com seus respectivos pontos de acesso.

aproximadamente 16.500,00 m2

  • O novo projeto manteve o conceito de “plataforma” ou seja, uma tipologia em baixa altura, mas buscando um aproveitamento e ocupação maior do terreno o que definiu uma edificação com formato quadrado de aproximadamente 70 x 70 m, inserido em um terreno de 90 x 90 m, mas que se desenvolve em torno de um pátio ou átrio central ajardinado e coberto com aproximadamente 22 x 22 m.

    A setorização básica propõe o Mecir - Meio Circulante (de moeda) no lado esquerdo do terreno, mais protegido e que faz divisa com lote vizinho, pois o lado direito é voltado para área verde pública e de maior circulação de pessoas. O lado esquerdo também é a face da edificação voltada para o oeste ou poente, ou seja, é conveniente e justificável a utilização de parede cega contra os efeitos da insolação direta. O hall de entrada foi localizado no trecho frontal e divisa com a via de circulação, mantendo o acesso claro e direto. As área públicas foram setorizadas no trecho frontal da edificação, na lateral esquerda voltada para a área verde e o restaurante localizado no trecho posterior, onde há vista para o Rio, Estádio e Museu Iberê Camargo.

    A implantação no terreno prevê afastamentos em todas as divisas, garantindo uma vigilância perimetral e permitindo a circulação e estacionamento de veículos, com acessos vigiados por guaritas e separados para funcionários/público e restrito para entrada de caminhões de valores.

    A proposta arquitetônica apresentada propõe a garagem no nível do térreo, coberta e sombreada pela própria edificação, com suas laterais abertas, permitindo uma ventilação natural que evita o acúmulo de umidade e calor comuns nos meses de verão e estação de chuvas da região.

    Ainda no pavimento térreo, estão localizados o Hall de entrada da edificação, onde será efetuado o controle de acesso para o restante do prédio, além de áreas de acesso livre como o protocolo, correios, serviços bancários. Docas para carga e descarga de caminhões de valores, serviços de manutenção, reservatórios, tratamento de resíduos, entrada de energia e sistemas de emergência também foram projetados neste pavimento.

    Acessível a partir do hall de entrada no térreo, o 1º pavimento contém as áreas públicas do Banco, tais como o Auditório, a Biblioteca, o Museu, o Salão de Exposições, o Restaurante, todos se desenvolvendo em volta do átrio central, que se faz presente também nos demais pavimentos.

    No átrio a intenção do projeto é rebaixar sua laje de piso do pátio de forma que seja possível criar uma lâmina de terra suficiente para o desenvolvimento paisagístico de arbustivas, palmeiras e arbóreas de pequeno porte. A finalidade, além de trazer luz natural para a edificação é proporcionar um espaço contemplativo e acessível, aberto para os pavimentos, sendo que o rebaixo da laje nada interfere no pavimento inferior, pois trata-se da garagem.

    Toda a compartimentação interna e divisão dos ambientes segue uma malha virtual de 125 x 125 cm, que se desenvolve partindo de linhas imaginárias que coincidem com os eixos dos montantes das esquadrias. Onde necessário a malha se desdobra também em submúltiplos de 62,5 x 62,5 cm.

    O Mecir foi distribuído em 2 pavimentos, de forma que o cofre possua um pé-direito duplo, solução também adotada para o Auditório, Salão de Exposições, Museu e Docas de caminhões. Sob parte do cofre forma posicionados os reservatórios e serviços técnicos de tratamento de resíduos e energia.

    Os locais de entrada e saída do Mecir foram posicionados de acordo com suas funções, dentro dos critérios de segurança, controle de acesso, vigilância e estanqueidade.

    No 3º pavimento, seguindo o formato dos demais, desenvolvendo-se em torno do átrio central, estão localizadas todas as áreas administrativas e escritórios em um único pavimento, evitando o deslocamento vertical desnecessário entre andares, além de otimizar a estrutura da edificação.

    O 4º e último pavimento contém apenas as Casas de Máquinas dos elevadores, reservatórios de água e RTI de incêndio, além da cobertura da edificação em lajes impermeabilizadas. O vão do Salão de Exposições será coberto com telhas termoacústicas e forro, em virtude da junção entre as estruturas de concreto e metal, na junta de dilatação. Sobre o átrio propõe-se a utilização de um pergolado metálico, com vigas calhas e cobertura em vidro laminado, com aberturas laterais para escape natural do ar quente através de efeito chaminé.

    As fachadas apresentam variações nos planos de fechamento e abertura, correspondendo às necessidades das funções dos ambientes internos. Como elementos de proteção solar passiva sugere-se a utilização de brises ou telas metálicas nas fachadas, elementos estes que garantam o sombreamento adequado mantendo porém a visibilidade e entrada de luz natural, contribuindo ainda para a segurança contra intrusão.

    Trata-se portanto, de edificação projetada com critérios racionais, aproveitando os recursos naturais de iluminação e ventilação, otimizando a estrutura e de variado aspecto plástico em suas fachadas, ainda que com volumetria regular pelo seu formato quadrado.

 
 
 
 
 
 
 

02

bacen BA

O Edifício Sede do Banco Central na Bahia, está localizado no Centro Administrativo (CAB), na cidade de Salvador. Foi o primeiro novo edifício governamental a receber certificado de sustentabilidade LEED Silver. Utilização de energia solar, captação e uso de água pluvial em jardins e banheiros (vasos e mictórios), uso exclusivo de lâmpadas LED, utilização de madeira com origem comprovada e sistema de refrigeração eficiente são algumas das características que fizeram a sede do Banco Central em Salvador receber o certificado Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED™, na sigla em inglês). Emitido pelo Conselho de Construção Verde dos Estados Unidos (USGBC, também na sigla em inglês), o certificado é atualmente o principal programa de reconhecimento de sustentabilidade em edificações.

área de aproximadamente 17.255,00 m2

  • "A representação do BC na capital soteropolitana foi planejada já com essa preocupação com o meio ambiente. Ela é a representação de um novo olhar para o planejamento das nossas sedes, com foco em questões de eficiência e sustentabilidade", afirma o diretor de Administração, Luiz Edson Feltrim.

    O BC recebeu a certificação prata, a terceira mais alta emitida pelo Conselho de Construção Verde dos Estados Unidos. A entidade norte-americana elogiou iniciativas como a utilização de plantas regionais no projeto paisagístico, que requerem menos irrigação. Além disso, a coleta e o armazenamento da água da chuva faz com que 100% da água utilizada para irrigação no prédio seja não potável. O projeto luminotécnico das áreas internas e externas foi idealizado para diminuir o consumo sem prejudicar o conforto dos usuários, e representa uma redução de 26,5% no custo de energia. Realizada entre outubro de 2012 e agosto de 2016, a construção do prédio utilizou materiais reciclados e regionais, que representaram respectivamente 16,52% e 22,9% do total de matérias-primas da obra.

    "A sede do BC em Salvador faz parte da terceira geração de prédios construídos no âmbito do Plano Geral de Construções (PGC). A Diretoria Colegiada decidiu há alguns anos que o Banco Central deveria prezar pela sustentabilidade e eficiência em suas obras, e o prédio de Salvador é o primeiro concluído dessa nova fase", explica Pedro Manfredo Honinger Von Heuss, chefe de subunidade no Departamento de Infraestrutura e Gestão Patrimonial.

    Em escala que vai de 40 pontos a 110, o Banco Central obteve 56 pontos. De acordo com a avaliação da USGBC, impactou negativamente a nota recebida pela instituição o fato de que a sede foi construída em área que não é facilmente acessível por meio de transporte público. "Sobre a localização do terreno, não havia muito espaço para negociação. O novo prédio do BC em Salvador está instalado no Centro Administrativo da Bahia, bairro concebido para concentrar os órgãos públicos na capital baiana e que oferece muitas vantagens do ponto de vista de segurança e logística", pondera Von Heuss.

    O edifício foi concebido com um embasamento horizontal, de três pavimentos, sobreposto por uma edificação de menor projeção, com outros quatro pavimentos.

    O embasamento abriga funções distintas que, apesar de estarem integradas arquitetonicamente, são separadas por uma faixa longitudinal ajardinada, sob pergolado, originando as alas Leste e Oeste. As áreas de segurança e tesouraria foram localizadas na ala Leste e o setor de acesso público na ala Oeste.

    A ala Leste está disposta em dois pavimentos – térreo e sobreloja – além de um subsolo, sob parte da projeção do térreo, que abrigará o conjunto de cisternas da edificação. No térreo encontram-se a casa-forte e os espaços destinados ao recebimento, processamento e expedição de numerário.

    A sobreloja, ainda na ala Leste, incorpora os vazios dos espaços de pé direito duplo do térreo (docas para caminhões de transporte de numerário e casa forte) e abriga, complementarmente, as áreas destinadas à segurança e proteção física do complexo.

    A ala Oeste conta com subsolo, para estacionamento, pavimento térreo composto por galeria de acesso, auditório, museu de valores, biblioteca, refeitório e compartimentos complementares. A sobreloja incorpora os vazios das áreas com pé-direito duplo (galeria de acesso, foyer, auditório, museu de valores e refeitório) e abriga, no restante da projeção edificada, áreas de almoxarifado, arquivo, oficinas e espaços complementares.

    O edifício que se sobrepõe ao embasamento também foi concebido com duas alas distintas e integradas. A primeira delas destina-se a comportar as áreas de trabalho e a segunda às circulações verticais, infraestrutura e espaços acessórios (banheiros, copa etc.).

    No plano da cobertura do embasamento, denominado plataforma, foram localizadas as áreas para treinamento e processamento de dados, recolhidas sob o balanço dos pavimentos superiores.

    Nos três pavimentos seguintes, tratados como pavimentos-tipo, estão localizadas as áreas para escritório. A laje de cobertura dessa edificação contém o volume que abriga as caixas d’agua, casa de máquinas de elevadores e espaços complementares ficando dispostas, a céu aberto, as condensadoras do sistema de ar condicionado VRF.

    SAIBA MAIS

    O Conselho de Edificação Verde dos Estados Unidos concede quatro tipos de certificados: o LEED BD+C, específico para novas obras, o LEED ID+C, que reconhece os esforços para o desenvolvimento de áreas internas saudáveis e confortáveis para os usuários, o LEED O+M, que premia as alterações feitas em prédios já existentes para torná-los mais sustentáveis e o LEED ND para iniciativas que ajudam a criar bairros mais sustentáveis e melhor conectados.

    No Brasil, atualmente, são cerca de 1.610 empreendimentos registrados, sendo 675 já certificados. Segundo o US Green Building Council (USGBC), o país ocupa o 4º lugar no ranking dos países e regiões fora dos Estados Unidos com o maior número de projetos que buscam esta certificação.

 
 
 
 
 
 
 
 

03

sebrae

Os projetos de retrofit do ed. situado na 515 Norte, incorpora conceitos estabelecidos no programa de necessidades, atualizações tecnológicas, ampliações, acessibilidade, renovação de materiais, layout, humanização dos espaços e sustentabilidade. O objetivo funcional foi transformar o antigo edifício administrativo em um centro de estudos, treinamento e instrução, com muita flexibilidade de uso e ambientes confortáveis e agradáveis para utilização pelo público interno e externo.

área aproximada 10.000 m2

  • O partido arquitetônico adotado teve como pressuposto a modernização da edificação por meio da substituição dos elementos danificados ou com desempenho ineficiente, valorizando ainda o aspecto plástico das suas fachadas, volumetria regular e elementos especiais. Utilizou-se como referência parte dos elementos adotados no Ed. Sede, contribuindo para a unidade do conjunto de edificações do SEBRAE, fortalecendo a identidade visual da instituição e otimização da gestão dos seus recursos.

    Todos os pavimentos-tipo, incluindo o térreo, receberam piso elevado com altura final de 7cm. Esse recurso visa possibilitar a racionalização das instalações que correm por baixo do piso, sem comprometimento do pé-direito útil dos ambientes.

    A cobertura foi modificada e ampliada, com inclusão de nova estrutura metálica, mais leve, oferecendo a possibilidade de espaços mais livres. As coberturas das varandas alternam trechos de sombra e semi sombra, proporcionada pelos brises horizontais. O auditório existente foi também remodelado e recebeu revestimentos com desempenho que garantam o conforto acústico adequado.

    Como elemento de proteção solar passiva foram utilizados de brises metálicos, dimensionados da forma que proporcionem o sombreamento adequado à orientação das fachadas, preservando a visibilidade do ambiente externo e a entrada de luz natural e contribuindo como barreira física de segurança contra a intrusão. A utilização de brises contribuiu significativamente para a renovação da edificação, não só no seu aspecto material como também conceitual:

    • Requalificação arquitetônica do prédio no contexto urbano;

    • Valorização do imóvel;

    • Leveza, Transparência, Permeabilidade visual;

    • Identidade;

    • Modernidade, Contemporaneidade;

    • Equilíbrio entre conforto térmico e luminoso – maior luminosidade natura sem prejuízo da relação dos ambientes internos e externos;

    • Diminuição da carga térmica de ar condicionado e consequentemente redução do consumo de energia elétrica;

    Da mesma forma em relação às esquadrias e vidros:

    • Melhor isolamento termo-acústico, com utilização de vidros especiais de controle solar e esquadrias com performance acústica;

    • Equilíbrio entre conforto térmico e luminoso – maior luminosidade natural;

    • Diminuição da carga térmica de ar condicionado e consequentemente redução do consumo de energia elétrica;

    • Valorização do imóvel;

    • Leveza arquitetônica, Transparência, Permeabilidade visual;

    • Possibilidade de praticamente 100% de transparência no pav. térreo onde se encontram as áreas fins de atendimento ao público do SEBRAE – DF;

    • Segurança – eliminação/substituição das grades no pav. térreo com a utilização de vidros adequados laminados e temperados;

    • Eliminação dos problemas de vedação contra chuva, poeira e excesso de ruído provenientes dos ambientes externos;

    • Assim como os brises, os novos vidros podem contar com fatores de reflexão do calor diferenciadas de acordo com a orientação das fachadas que recebem mais ou menos sol (leste – norte – oeste).

    O projeto de layout contendo a distribuição do mobiliário seguiu o padrão utilizado nas melhores instituições de ensino, adotando-se modelos diversificados de móveis, sem perda do parâmetro de qualidade.

    Nas áreas externas do térreo e cobertura estão propostos móveis adequados para ambientes descobertos, de forma que estes terraços possam também ser utilizados pela população que frequenta o prédio.

 
 
 
 
 

04

Fundação Cultural Palmares

A Fundação Cultural Palmares (FCP), entidade vinculada ao Ministério do Turismo foi a primeira instituição pública voltada para promoção e preservação dos valores culturais, históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira. Ao longo dos anos, a FCP tem trabalhado para promover uma política cultural igualitária e inclusiva, que contribua para a valorização da história e das manifestações culturais e artísticas negras brasileiras como patrimônios nacionais. Com o crescimento da instituição, foi necessário buscar um novo espaço e um projeto de arquitetura de interiores corporativo para adequar às suas necessidades novas necessidades.

Área aproximada – 3.000,00 m2

 
 
 

05

bb conselho diretor

O Conselho Diretor foi instalado no novo Edifício Sede do Banco do Brasil, em Brasília – DF, com espaços distribuídos em dois pavimentos do edifício Green Towers, obra com certificação LEED Platinum na categoria Core and Shell, composto de três torres interligadas. Os projetos tiveram como premissas básicas o respeito aos valores estéticos da edificação e ao padrão visual do Banco do Brasil, a adequação e compatibilidade aos seus elementos construtivos originais. Foram elaborados seguindo critérios de sustentabilidade e de segurança, com adoção de soluções construtivas racionais, ecoeficientes, adequadas à padronização visual e de materiais do Banco do Brasil.

 

Além dos ambientes de trabalho, no projeto constam diversas salas de reunião e videoconferência similares e padronizadas, um auditório para aproximadamente 110 pessoas, salas de conferências com 60 e 64 lugares, cabine de controle, sala de som/imagem, sala de almoço/refeições da Presidência, cozinha, restaurante, Áreas de lounge e coffee break, Estúdio de gravação (TV BB) e camarim, Área de atendimento ao público, Salas de trabalho. Os projetos e especificações foram elaborados de acordo com as normas para Projetos e Desenhos de Arquitetura e Engenharia do Banco do Brasil, inclusive com o padrão da Matriz BIM. Obedeceram, no que cabe, às referências da Instrução Normativa nº 10, de 12.11.2012, que sugere ações para a economia de energia elétrica e para qualidade de vida no ambiente de trabalho, Instrução Normativa nº 1, de 19.01.2010, da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, que dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, Instrução Normativa nº 2, de 04.06.2014, Decreto nº 4.059, de 19.12.2001, Lei nº 10.295, de 17.10.2001que dispõe sobre regras para a aquisição ou l, bem como os critérios LEED da edificação.

Área total de intervenção – 12.000,00 m2 (doze mil metros quadrados).

 
 
 
 
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